11/09/2017
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Você sabe quais são os indicadores mais utilizados pelos escritórios de advocacia?

por Pedro Borges

Escritórios de advocacia de todos os tamanhos possuem comportamentos e indicadores que podem apontar sua saúde e performance ao longo do tempo. O desafio de se trabalhar com esta ferramenta está na identificação não apenas dos parâmetros, mas também das métricas críticas para o sucesso e a evolução planejada. Como cada escritório trabalha com tamanho, áreas de atuação, porte, carteira de clientes e setores distintos do mercado, é preciso que seja feito um trabalho individualizado para filtrar os seus melhores indicadores. No entanto, referências sobre as tendências do mercado jurídico nesse assunto podem ser bastante úteis.
 
Em uma pesquisa realizada pela GEJUR entre julho e setembro com 113 profissionais de 107 escritórios de advocacia, os indicadores de desempenho foram separados em seis categorias: clientes, financeiro, gestão de pessoas, marketing, produtividade e mercado. Na busca de indicadores-chave, os melhores parâmetros devem obedecer três critérios: 1) servirem efetivamente como referência para as estratégias e objetivos do escritório; 2) serem essenciais para o sucesso de suas atividades; e 3) precisam ser quantificáveis.
 


 
Nenhum indicador sozinho conta uma história por completo, portanto a definição do que deve e o que não ser explorado é complexo. Caso sejam trabalhados indicadores demais é possível que a coleta, interpretação e reação fiquem comprometidas pelos grandes volumes envolvidos, portanto é aconselhado que o custo de investimento para a obtenção destas métricas seja sempre verificado.
 
Com o leque certo de indicadores é possível garantir que as decisões do escritório sejam tomadas a partir de dados concretos. Por exemplo, se o escritório se concentra na relação com poucos clientes específicos, a verificação diferenciada de desempenho (em Gestão de Pessoas) com a satisfação gerada (em Clientes) pode ajudar na decisão de reforçar as equipes com mais clientes insatisfeitos.
 


 
Quem trabalha com indicadores para tomar decisões parte inicialmente com comparações com o próprio escritório em outros tempos, mas é possível estabelecer benchmarks comparando com outros escritórios, o que de certa forma instiga a estabelecer pontes de contato entre as bancas. Basta ter em mente que o contexto é fundamental para o uso efetivo de indicadores-chave.
 
O relatório com o resultado completo da pesquisa foi enviado a todos os respondentes. Caso tenha interesse em recebê-lo, clique aqui.

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