29/04/2019
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A mensagem que ficou do evento Legal Tech Forum é clara: A tecnologia veio para ficar e é aliada do advogado

Por Galeria de Comunicações
 
Um público formado por advogados de empresas e de bancas, executivos e outros interessados lotou o auditório do Macksoud Plaza Hotel, em São Paulo, no último dia 25 no evento LegalTech Forum 2019, nos qual especialistas palestraram, debateram, apresentaram inovações e tendências.
“Foi enriquecedor verificar o grande interesse do público em conferir o que especialistas das mais variadas áreas ligadas à tecnologia aplicada ao jurídico apresentaram no LegalTech Forum”, comemorou José Nilton, diretor da FDJur e CEO da Intelijur, entidade que organizou o evento.
 
Estado tecnológico

Cada vez mais, o Estado tem lançado mão da tecnologia para lidar com o volume de processos ativos, em torno de 110 milhões, 29 milhões só no ano passado, segundo levantamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Em resposta à alta demanda, o STF implantou o Victor, sistema que faz uma triagem de processos; a ideia desse sistema é a leitura das peças, criação de cadastros automáticos e principalmente em relação a recursos repetitivos em matéria de relevância.
Um outro exemplo de como o poder público tem se rendido à tecnologia é o fato de ter encomendado à UpLexis um aplicativo que pesquisa o passado e o presente de empresas, que posteriormente são apresentados na forma de timelines.
“[Com um poder público cada vez mais tecnológico], a iniciativa privada também precisa correr”, alerta Arnaldo Rodrigues Neto, do escritório Tortoro, Madureira e Ragazzi Advogados.
 
Novas demandas

Não apenas o Estado traz novas tarefas a serem absorvidas pelos escritórios de advocacia e que podem ser facilitadas pela adoção de inovações tecnológicas.
 
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), por meio do provimento 188, conferiu ao advogado poder de investigação, efeito decorrente dos últimos grandes escândalos de corrupção que o Brasil presenciou.
 
“Essas investigações geraram necessidade de tecnologia que os escritórios não detinham, seja para fazer o mapa de relacionamento de terceiros, buscar ativos, identificar casos de enriquecimento ilícito, e tantas outras situações”, aponta Gabriela Guimarães, sócia da Fourethics.
 
Abrangência global

Não é necessário ter um cliente citado na Lava Jato para se beneficiar da tecnologia de checagem de terceiros, por exemplo. Ela é utilizada também para rastrear patrimônio na verificação de veracidade dos corriqueiros pedidos de Justiça gratuita ou análise de perfis de candidatos a emprego ou sociedade, desde que a OAB informou que não fará registro de advogados que tenham um histórico de agressão a mulheres.
 
A principal mensagem repetida, dos mais diversos pontos de vista, no LegalTech Forum, é que a tecnologia não é um competidor, mas uma aliada, uma importante ferramenta à disposição do advogado, que traz economia de tempo, esforço e permite que ele foque nas questões mais estratégicas.
 
“A tecnologia só dá medo para o advogado que não quer o auxílio dela”, aponta Ana Gabriela Oliveira, da Vigna Advogados Associados. “O processo ainda é muito caro no Brasil, e a tecnologia pode ajudar a diminuir o custo, pelo controle e gerenciamento.” Não apenas na produção de uma boa peça e no acompanhamento do processo a tecnologia está presente.
 
A eficiente administração de um escritório de direito passa por ela. Uma boa aplicação do workflow, ou seja, a customização do seu próprio sistema, ou outro já existente, reflete na otimização da equipe e em inovações, como a produção de vídeos curtos que podem eventualmente ser oferecidos como material de apoio a magistrados em casos mais complexos. Onde consigo gerar valor na minha operação? Pela diminuição da quantidade de funcionários? Não. Pela liberação do meu funcionário de atividades que podem ser automatizadas, foi a resposta do painel “Automação de Rotinas: Como um Workflow pode Aumentar a Produtividade em um Escritório”, que contou com a participação de Luís Felipe Cunha, sócio do Vosgerau & Cunha Advogados Associados, e Eduardo Almeida, CEO da Ikigai Brasil.
 
Presença em todos setores

A centralização de todos os dados dos contratos de uma empresa em um único sistema é outro benefício proporcionado pela tecnologia. “Não precisa consultar e-mail, correr atrás de onde a informação está; há rastreabilidade para saber quem aprovou o que; pelos dados estarem em ‘nuvem’, não há medo de algum funcionário levá-los consigo ao deixar a empresa, além de todas as informações estarem padronizadas e online”, explica Guilherme Bordon, CEO do Elaw, sobre o sistema implantado no Banco Carrefour. 
 
InteliJur é uma empresa de informação e relacionamento focada no mercado jurídico. Por intermédio do portal, reúne advogados de empresas (FDJUR), advogados de escritórios e prestadores de serviços, com notícias, informações e pesquisas. Através do Diretório Jurídico é possível que os departamentos jurídicos ou outros advogados interessados em prestadores de serviços jurídicos encontrem os escritórios com perfil ideal para contratação. Eles podem selecionar o perfil do escritório selecionado por localização, porte do escritório, áreas jurídicas de atuação e até por setores da economia que o escritório tenha expertise.
 
FDJUR – Fórum de Departamentos Jurídicos – é o maior e mais completo fórum de relacionamento e discussão de boas práticas na gestão de departamentos jurídicos do País. Foi criado há dez anos como uma associação sem fins lucrativos e exclusiva para profissionais de departamentos jurídicos. Por intermédio de ampla rede de contatos, interage com mais de 10.600 profissionais de departamentos jurídicos em 4.887 empresas. Tem a missão de estimular e promover debates, estudos e pesquisas; investir no conhecimento técnico, além de valorizar, reconhecer e premiar as boas práticas de gestão na área.

Fonte: Intelijur

Uma área de informações relevantes ao advogado interessado em aprimorar seus conhecimentos em gestão.

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