21/09/2018
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“Vamos conciliar?”, projeto da Amil está entre os finalistas do Prêmio Melhores Práticas na Gestão de Departamentos Jurídicos

Por Galeria de Comunicações

Participando pela primeira vez do Prêmio Melhores Práticas na Gestão de Departamentos Jurídicos, a Amil já está entre os dez finalistas com “Vamos Conciliar?”, projeto que já rendeu resultados substanciais à empresa, uma das maiores do setor de saúde do Brasil. Como toda companhia de grande porte e ainda mais operando em uma área sensível e bastante regulada por órgãos públicos e de defesa dos consumidores, a Amil sempre teve que administrar uma carteira robusta de processos judiciais, muitos dos quais passíveis de acordo entre as partes, mas não tinha até o ano passado uma política definida para conciliação, explica Eduardo Sampaio da Silveira Gil, diretor jurídico da companhia, sobre a implantação do projeto.




“No começo de 2017, começamos a nos ater com maior atenção à questão da crescente judicialização no Brasil e também a analisar que, diante dos nossos grandes números, pois são cerca de 4 milhões de beneficiários de planos de saúde e mais em torno de 2 milhões em planos odontológicos, há sempre possibilidade de erros, muitos do quais acabam indo parar no Judiciário sem que a empresa deseje isso, além do que muitas ações já não fazem o menor sentido, uma vez que existe muita jurisprudência a respeito e é possível antecipar qual a decisão judicial. Decidimos então atacar o problema do grande número de processos em várias frentes, entre as quais adotando uma política de conciliação”, prossegue Gil.

Segundo o diretor jurídico da Amil, a definição de uma política de conciliação começou com a escolha dos tipos de processos passíveis de acordo, que englobam desde questões simples de cobrança até as mais complexas e delicadas, como as fruto de erro médico; e envolveu na sequência a reestruturação dos escritórios de advocacia contratados pela empresa, com a entrada de bancas especializadas em acordos; e muito investimento em tecnologia para suportar o projeto, além da implantação dentro do departamento jurídico interno de um núcleo de conciliação, que começou isoladamente com apenas um advogado e hoje já tem seis pessoas, incluindo uma gerência e três especialistas em Direito. “Também entramos em contato com os tribunais locais para buscar as agendas de mutirões de conciliação com a finalidade de ter um número maior de acordos realizados dentro dos próprios tribunais.”

A política de conciliação da empresa envolveu ainda, diz Gil, o desenvolvimento de modelos de abordagem para acordos, conforme o tipo de ação. “Processos mais complexos, por exemplo, exigem uma abordagem direta da empresa, que vai tratar com o advogado da parte ou o próprio cliente. Alguns tipos de ações, como de cancelamentos de planos por problemas de pagamento, por sua vez, podem ser conciliadas por meio de ferramentas online que fazem a negociação sozinhas. Em alguns tipos de processos mais simples também é possível fazer a negociação online, mas percebemos que só funciona se tiver também um ser humano junto, seja online ou presencial. Então, atuamos de diversas formas para não perder mais ações, porque a meta é essa: é ganhar ou fazer acordo”, afirma Gil.


Conciliação traz ganhos para todos

Implantado em 2017, “Vamos Conciliar?” já se mostrou uma política de resultados substanciais no mesmo ano, quando mais de 5.800 processos contra a Amil foram encerrados por meio de acordos. A empresa, que iniciou 2017 com um estoque próximo de 32.000 processos e ganha mensalmente cerca de 1.000 novas ações, chegou ao fim do ano passado com aproximadamente 30% do total de processos resolvidos por meio de conciliação. Em 2018, com estoque menor, perto de 25.000 processos, esse percentual já atinge em torno de 40% de processos finalizados por meio de acordos, diz Gil.
O retorno do investimento na implantação do projeto “Vamos Conciliar?”, segundo o diretor da Amil, é também muito substancial: houve uma redução de quase 40% no valor pago em acordos quando comparado aos valores provisionados pela companhia para fazer frente aos processos judiciais. “Mas todos ganham com a conciliação. O consumidor ganha porque tem seu pleito atendido mais rápido, sem ter de esperar anos por uma decisão judicial; e os escritórios de advocacia contratados também não carregam esse estoque de ações por anos e são remunerados mais rapidamente.”


Investimento em tecnologia

Para suportar o projeto e obter resultados tão rapidamente, a Amil tem investido muito em tecnologia, como nas ferramentas de conciliação online, em robôs que monitoram a entrada de novas ações nos tribunais e são capazes de informar à empresa que ela é alvo de um novo processo passível de acordo antes mesmo que ele chegue às mãos dos juízes; e também, neste ano, em inteligência artificial, para conseguir uma análise mais profunda dos casos e, assim, tomar as decisões mais acertadas. “Mas é um projeto que está em constante construção porque estamos sempre analisando o que existe de novidade no mercado e quais ferramentas são realmente eficientes para nos auxiliar a conquistar o nosso objetivo, que é não perder mais ações, pois cada uma perdida foi uma oportunidade de acordo que deixou de existir”, enfatiza Gil.

Conforme o diretor jurídico da Amil, estar entre os dez finalistas do Prêmio Melhores Práticas na Gestão de Departamentos Jurídicos é uma grata surpresa porque, apesar de já ter se tornado um projeto conhecido no Judiciário, que inclusive já o premiou, a empresa nunca fez uma divulgação externa e o inscreveu no Prêmio por indicação até de magistrados. “Já conhecíamos o Prêmio e ele tem sido uma inspiração para os departamentos jurídicos porque compartilha várias iniciativas que são realmente referenciais. Então, decidimos inscrever nosso projeto porque vimos que esse é um caminho a seguir e outros podem fazer o mesmo.”

Gil diz que o projeto vai muito ao encontro da missão a que se propõe a empresa norte-americana UnitedHealth Group (UGH), controladora da Amil no Brasil: ter um sistema de saúde que funcione melhor para todos. “O nosso beneficiário é o foco, o que é melhor pra ele também. Desta maneira, temos de resolver conflitos de maneira célere.”

“Vamos conciliar?” é um dos 42 projetos inscritos por 31 empresas no Prêmio Melhores Práticas na Gestão de Departamentos Jurídicos e está entre os dez eleitos entre os melhores pela banca julgadora da premiação. No próximo dia 27, os participantes do Congresso das Melhores Práticas na Gestão de Departamentos Jurídicos 2018 terão a oportunidade de ajudar a elegê-lo para estar entre os três mais destacados, durante o evento a ser realizado no Hotel Maksoud Plaza, na capital paulista, das 9h às 18h. Já o primeiro, segundo e terceiro colocados serão conhecidos na cerimônia do Prêmio Melhores Práticas na Gestão de Departamentos Jurídicos, a ser realizada também em São Paulo no dia 28 de novembro.
 



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