24/06/2019
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Grupo Dasa - maior de medicina diagnóstica da AL - é case de contencioso em evento da Intelijur nessa quarta-feira, em SP

Por Galeria de Comunicações
 
Estamos a poucos dias do evento que promete movimentar o panorama jurídico: o seminário “Perspectivas para o Contencioso de Volume nas empresas”, acontece dia 26/06 na capital paulista, é organizado pela  Inteligência Jurídica, e contará com uma sequência de expositores dos mais competentes do mercado, e que irão discorrer sobre inovações e novidades dessa área. Para tratar sobre Gestão Estratégica do Contencioso Trabalhista, estarão presentes Walquiria Nakano Superintendente Jurídica, de Compliance e Licenciamento, e Daniela da Silva que é advogada do grupo Dasa, o maior em medicina diagnóstica da América Latina. Elas nos contam a seguir pontos importantes que irão abordar no evento:
 
Intelijur - Como vocês veem as perspectivas para o Contencioso de Volume nas empresas?
Como gestoras vemos uma pressão cada vez maior das corporações para redução de carteira, custos de gestão e impactos na provisão, o que implicará na busca de escritórios de advocacia que utilizem tecnologia para capturar demandas, realizar acordos, mediação, acelerar busca de devedores, patrimônio, consigam ter uma visão mais sistêmica da carteira e que topem compartilhar riscos. Na Dasa não temos um grande contencioso de volume, mas a carteira trabalhista tem um grande giro. Nós temos um grande foco na gestão para controlar quantidade de processos, custos, condenações, provisão e honorários. 
 
Intelijur - Pode falar sobre o que pretende apresentar no evento?
No evento contaremos um pouco do nosso desafio em 2018 de realizar alterações na forma de gestão da carteira em um cronograma bastante desafiador, que culminou por trazer grandes ganhos para organização. Também mostraremos como comunicamos estes resultados à organização.
 
Intelijur - Como ficou o seu contencioso trabalhista, após a reforma trabalhista? Qual o impacto do contencioso trabalhista nos custos das empresas?
Nós não conseguimos enxergar a mesma queda verificada no judiciário. Nós tivemos uma redução na ordem de aproximadamente 20%, enquanto vimos reportagens que noticiaram quedas de 40% no Judiciário. Mas o ponto positivo é que as demandas agora estão com valores mais reais, pois há um receio real de condenação por litigância de má fé. Vejo isso com grande avanço e precisamos cada vez mais incentivar a não judicialização de casos. A Dasa é uma empresa muito correta e que presa pelo pagamento adequado das verbas dos nossos empregados, entendemos que esta curva tende a ser decrescente mesmo.
 
Intelijur - É importante realizar um mapeamento, impor uma política geral de treinamento de gestores, proteção de informação e implantação de boas práticas, ao invés de tratar cada caso isoladamente?
Sem dúvida, há de se ter uma visão mais holística e atacar os “quick wins” do processo. No nosso caso, corrigimos pontos do processo que traziam um descontrole, ficamos nas maiores dores, mas este é um trabalho incessante, que não pode parar de ocorrer, para que seja um círculo virtuoso. O rigor na rotina e foco no plano de ação tem de ser reforçado continuamente.
 
Intelijur - A implantação de processos internos está relacionada ao índice de sucesso nos processos? Pode dar exemplos?
Sim. Implementamos uma política de acordo em processos com baixa chance de êxito e que não gerassem precedentes negativos a organização e acordamos uma remuneração por êxito no projeto, desde que observadas as metas de redução e prazo. Conseguimos grandes ganhos ano passado, uma redução de quase 30% da carteira.
 
Intelijur - O que tem sido feito no exterior que está chegando ao Brasil?
Não temos conhecimento de qualquer país que tenha um índice de judicialização como no Brasil e então não tenho parâmetros para comparação. Agora é notável que o mundo tenha focado em mediação e arbitragem para evitar a judicialização e, portanto, não é de hoje que métodos alternativos de solução de conflito é foco de debate. Achamos que o grande desafio é atuar na solução de causas raízes dentro da organização e buscar o engajamento da liderança.
 
Walquiria Nakano é advogada pós-graduada em Contratos pela PUC/SP, formada em Contabilidade para Advogados com extensão em Direito Tributário, Direito Ambiental e Tributário Contencioso, pela FGV. Possui MBA em Negociação e Operação Internacional, pela Fundação Instituto de Administração, e Gestão Internacional pela Université Pierre-Mendès- France. Extensão em Fusões e Aquisições pela IICS e Governança, Risco e Compliance pela Risk University KPMG. Atualmente é superintendente jurídica, Regulatório e compliance do grupo Dasa.
 
Daniela da Silva é advogada e pós-graduada em Direito Empresarial pela PUC/SP, possui MBA em Gestão de Negócios, Comércio e Operações pela FIA. Atualmente é advogada Sênior do grupo Dasa.
 
InteliJur é uma empresa de informação e relacionamento focada no mercado jurídico. Por intermédio do portal, reúne advogados de empresas (FDJUR), advogados de escritórios e prestadores de serviços, com notícias, informações e pesquisas. Através do Diretório Jurídico é possível que os departamentos jurídicos ou outros advogados interessados em prestadores de serviços jurídicos encontrem os escritórios com perfil ideal para contratação. Eles podem selecionar o perfil do escritório selecionado por localização, porte do escritório, áreas jurídicas de atuação e até por setores da economia que o escritório tenha expertise.
 
FDJUR – Fórum de Departamentos Jurídicos – é o maior e mais completo fórum de relacionamento e discussão de boas práticas na gestão de departamentos jurídicos do País. Foi criado há dez anos como uma associação sem fins lucrativos e exclusiva para profissionais de departamentos jurídicos. Por intermédio de ampla rede de contatos, interage com mais de 10.600 profissionais de departamentos jurídicos em 4.887 empresas. Tem a missão de estimular e promover debates, estudos e pesquisas; investir no conhecimento técnico, além de valorizar, reconhecer e premiar as boas práticas de gestão na área.

Fonte: Intelijur