10/04/2019
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Conheça as melhores práticas da tecnologia para alavancar o sistema judiciário

Por Galeria de Comunicações 


Entre os Advogados que estarão reunidos para debater sobre Inteligência Artificial – Aplicada ao jurídico no “Legal Tech Forum 2019”, no dia 25 de Abril, promovido pela Intelijur, está Wagner Martins Ramos, sócio do Pipek Penteado e Paes Manso Advogados. Em entrevista a seguir, o profissional ressalta que diferente de como acontece na automação, com substituições por sistemas da IA, na advocacia sempre haverá limitações que a IA não conseguirá resolver, e são esses pontos que o ser humano precisa se destacar para se manter aliado a tecnologia.
 
InteliJur - Como a Inteligência Artificial é aplicada ao jurídico?               
Ela é aplicada na interpretação de jurisprudência, no levantamento de estatísticas, probabilidades de êxito na ação, análise de todo o histórico de julgamentos de casos análogos, posicionamento específico do juízo da ação, análise da legislação pertinente resumindo em tópicos para uma fácil compreensão, transforma milhares de resultados para uma pesquisa em poucas respostas com assuntos mais relevantes e assertivos.
 
InteliJur  - Qual a diferença entre Inteligência Artificial e automação?
Podemos pensar em algumas características básicas sobre Inteligência Artificial, como a capacidade de raciocínio (aplicar regras lógicas a um conjunto de dados disponíveis para chegar a uma conclusão), aprendizagem (aprender com os erros e acertos de forma que no futuro possa agir de maneira mais eficaz), reconhecer padrões (visuais e sensoriais e de comportamento) e inferência (capacidade de conseguir aplicar o raciocínio nas situações do nosso cotidiano). Automação é programada para seguir um roteiro, porém se algo novo ou inesperado que não tenha sido incluído na lógica da programação, a mesma deverá ser feita tantas vezes quanto necessário para resolver o problema proposto, dependendo sempre da interação humana para adicionar melhorias e resolver situações inesperadas. Não existe um aprendizado, os problemas não são resolvidos sozinhos.
 
InteliJur  -  Quais as principais vantagens da Inteligência Artificial aplicada ao Jurídico? E quais as deficiências?
As vantagens são o rápido processamento de milhões ou até bilhões de informações por segundo, a identificação de padrões, sejam estes em jurisprudências, leis, etc., o aprendizado analisando as decisões de juízes ao longo dos anos, correlacionando com possíveis situações do dia a dia, juiz que julgou o caso, entre outros. Levantamento de dados para tomar decisões sobre possíveis acordos em processos, com base na porcentagem de chance de sucesso. Ressalte-se que não é fácil encontrar bons profissionais qualificados para o desenvolvimento dessas soluções.
 
InteliJur  - Quais as ameaças que a Inteligência Artificial representa ao advogado? Há risco de postos de trabalho serem fechados? Como transformá-la em aliada?
Com uma I.A. aperfeiçoada, o que antes necessitava várias pessoas para ler documentos e fazer a interpretação, hoje em dia não se faz mais necessário. Por exemplo, a leitura de Diários Oficiais que demandava uma grande quantidade de pessoas fazendo a leitura, hoje já não se faz necessário, uma vez que a IA faz essa leitura, faz a importação para dentro do sistema do cliente e já faz um tratamento prévio dos prazos judiciais encontrados.
Assim como na automação, o risco de algumas atividades serem substituídas por máquinas existe. Na automação o que é repetitivo rapidamente é substituído por um sistema que reproduz os passos, entretanto, sempre haverá limitações que a IA não conseguirá resolver e nesse ponto o ser humano precisa se destacar para se manter aliado a tecnologia.
 
 
Wagner Martins Ramos é advogado Pós Graduado pela PUC/SP em Direito e Processo do Trabalho, Integrante da sociedade Pipek, Penteado e Paes Manso há 18 anos. Atualmente é sócio de Área e responsável pelos Núcleos de Execução e Gestão de Informações.
 
 InteliJur é uma empresa de informação e relacionamento focada no mercado jurídico. Por intermédio do portal, reúne advogados de empresas (FDJUR), advogados de escritórios e prestadores de serviços, com notícias, informações e pesquisas. Através do Diretório Jurídico é possível que os departamentos jurídicos ou outros advogados interessados em prestadores de serviços jurídicos encontrem os escritórios com perfil ideal para contratação. Eles podem selecionar o perfil do escritório selecionado por localização, porte do escritório, áreas jurídicas de atuação e até por setores da economia que o escritório tenha expertise.

FDJUR – Fórum de Departamentos Jurídicos – é o maior e mais completo fórum de relacionamento e discussão de boas práticas na gestão de departamentos jurídicos do País. Foi criado há dez anos como uma associação sem fins lucrativos e exclusiva para profissionais de departamentos jurídicos. Por intermédio de ampla rede de contatos, interage com mais de 10.600 profissionais de departamentos jurídicos em 4.887 empresas. Tem a missão de estimular e promover debates, estudos e pesquisas; investir no conhecimento técnico, além de valorizar, reconhecer e premiar as boas práticas de gestão na área.

 

Fonte: Intelijur